O povo Purubora, de Rondônia, marcou presença em mais uma edição do Acampamento Terra Livre (ATL), reafirmando sua luta histórica pela demarcação do território tradicional e denunciando violações recentes de direitos. Desde 2001, o povo reivindica o reconhecimento oficial de suas terras, pauta que voltou a ganhar centralidade durante a mobilização deste ano, em Brasília.

Com uma delegação de cinco representantes, os Purubora participaram de uma série de agendas institucionais ao longo da programação. Na segunda-feira (6), estiveram na Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) ao lado do povo Kujubin, realizando incidências políticas para pressionar o avanço do processo de demarcação de seus territórios.

Já na terça-feira (7), a mobilização seguiu para o Conselho Nacional dos Direitos Humanos (CNDH), onde os Purubora denunciaram a morosidade do Estado brasileiro no andamento do processo demarcatório.

Na ocasião, também foram relatados episódios recentes de violência, como o disparo de arma de fogo em frente à residência da cacique Hosana e o incêndio da maloca tradicional, ambos ocorridos em agosto de 2025.

Além disso, o grupo denunciou a pulverização aérea de agrotóxicos em áreas reivindicadas como território tradicional, apontando riscos à saúde e à sobrevivência cultural da comunidade.

Na quarta-feira (8), os Purubora estiveram no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), onde dialogaram com a assessora Alyne Maira e equipes técnicas sobre o processo de criação do sítio arqueológico Purubora. Também entrou em pauta o reconhecimento da Festa Tradicional do povo como patrimônio imaterial, iniciativa vista como estratégica para a valorização e preservação de sua cultura.

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