A situação do Hospital João Paulo II, principal unidade de urgência e emergência de Rondônia, voltou ao centro do debate público após declarações do pré-candidato ao Governo do Estado Samuel Costa (PSB) durante entrevista concedida a programa do grupo SGC Rondônia.
Na entrevista, o socialista afirmou que a crise enfrentada pelo hospital não é recente e atribuiu a superlotação e as dificuldades de atendimento a problemas estruturais acumulados ao longo de décadas.
Segundo Samuel Costa, o João Paulo II passou a concentrar pacientes que poderiam ser atendidos em unidades básicas de saúde e hospitais regionais, consequência, segundo ele, da falta de integração entre os diferentes níveis da rede pública.
“O Hospital João Paulo II não está em crise há um ou dois anos. São mais de 30 anos de abandono”, afirmou o pré-candidato, ao defender que a situação exige mudanças estruturais, e não apenas medidas emergenciais.
Durante a entrevista, Samuel também criticou o modelo de gestão da saúde estadual, especialmente no que diz respeito às compras públicas. Para ele, é necessário ampliar o planejamento, a transparência e os mecanismos de fiscalização para reduzir desperdícios e melhorar a aplicação dos recursos públicos.
Outro ponto abordado foi a contratação de procedimentos pela iniciativa privada. O pré-candidato argumentou que a dificuldade da rede pública em realizar cirurgias acaba elevando os gastos do Estado com serviços terceirizados.
Ao apresentar suas propostas para a área da saúde, Samuel Costa defendeu a ampliação do financiamento do setor, o fortalecimento dos hospitais regionais e a reorganização da rede estadual para reduzir a sobrecarga sobre o Hospital João Paulo II. Também destacou a necessidade de ampliar ações de prevenção e de melhorar a gestão administrativa da Secretaria de Estado da Saúde.
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