Com cartazes nas mãos e gritos por melhores condições para aprender, alunos da Escola Municipal Ana Adelaide Granjeiro, no distrito de Calama, região do Baixo Madeira, em Porto Velho, denunciaram a situação enfrentada pela comunidade escolar. O problema está relacionado à precariedade da rede elétrica e da subestação da escola, que não suportam o funcionamento simultâneo dos aparelhos de ar-condicionado das salas de aula. Nos períodos de temperaturas mais elevadas, especialmente no turno da tarde, estudantes e professores precisam permanecer em ambientes quentes.
Na última terça-feira (27), as aulas foram suspensas. Os professores relatam que não tinha condições para trabalhar. Diante da situação, a escola acionou a Defensoria Pública da União (DPU) em busca de providências para garantir condições adequadas de ensino e trabalho. A situação foi identificada durante uma visita conjunta da DPU e do Ministério Público Federal (MPF) ao distrito.
Em ofício encaminhado em 20 de agosto de 2026 ao secretário municipal de Educação de Porto Velho, Giordani dos Santos Lima, a DPU cobrou medidas para regularizar o sistema elétrico da Escola Municipal Ana Adelaide. A instituição solicitou que a Secretaria Municipal de Educação (Semed) apresente um cronograma de execução das intervenções necessárias, incluindo a possibilidade de obras para reforçar ou substituir a subestação.
No documento, o defensor regional de Direitos Humanos em Rondônia, Thiago Roberto Mioto, destaca que a situação compromete direitos fundamentais, especialmente o acesso à educação, além de representar riscos à saúde e à segurança de estudantes e trabalhadores da escola.
A Defensoria também registrou que a comunidade escolar já havia comunicado o problema, mas que, até a emissão do ofício, não haviam sido adotadas providências para solucioná-lo. A Semed foi instada a responder em até 15 dias.
Enquanto a solução não chega, o pedido das crianças resume a urgência enfrentada pela comunidade de Calama: estudar exige mais do que uma sala de aula. É preciso garantir condições básicas para que estudantes possam aprender e professores possam trabalhar com dignidade.
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