Mais estudantes de Rondônia estão avançando e concluindo o ensino médio na rede pública. Entre 2022 e 2025, a taxa de abandono escolar no estado caiu de 7,5% para 4,3%, enquanto a reprovação recuou de 6,6% para 4,4%. No mesmo período, o indicador que mede o atraso escolar foi reduzido de 21,4% para 13,8%, evidenciando avanços na permanência e na trajetória escolar dos estudantes.

Os dados fazem parte da segunda etapa do Censo Escolar 2025, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), do Ministério da Educação (MEC), e divulgada nesta sexta-feira, 26 de junho.

PÉ-DE-MEIA – O Pé-de-Meia, lançado no início de 2024, é outra política que está contribuindo para a evolução dos indicadores educacionais. Com 65.909 estudantes de Rondônia beneficiados desde a criação do programa, 52,2% são do sexo feminino e 47,8%, do sexo masculino.

Entre os estudantes beneficiados pelo Pé-de-Meia em Rondônia, 18,3% se autodeclaram brancos, 78,8% negros e 0,7% amarelos. Entre os que se autodeclaram negros, 76,1% são pardos e 2,7% pretos.

“Os resultados demonstram que mais estudantes estão conseguindo permanecer na escola, avançar de série e concluir seus estudos no tempo adequado. O cenário reflete uma combinação de políticas públicas voltadas à permanência, à aprendizagem e ao aprimoramento das condições de oferta da educação básica. Observamos, ainda, uma melhoria simultânea nos indicadores de abandono, repetência e atraso escolar no Brasil”, afirma o ministro da Educação, Leonardo Barchini.

“Um resultado novo, produzido pelo Inep, observa o que aconteceu com os estudantes que deveriam voltar à escola no ano seguinte e indica que a taxa de não retorno ao ensino médio caiu 28% entre 2022 e 2025, o que significa que mais jovens permaneceram estudando. Esse avanço faz bastante diferença: se esse indicador tivesse permanecido no nível observado em 2022, o Brasil teria, em 2025, quase 250 mil estudantes a menos no ensino médio – ou seja, um número muito grande de jovens que poderia estar fora da escola seguiu estudando”, explica Manuel Palacios, presidente do Inep.

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Foto: Reprodução/Governo de Rondônia

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