Entre os principais nomes da corrida eleitoral para a Presidência da República em 2026, apenas uma mulher aparece como pré-candidata: Samara Martins, da Unidade Popular (UP). A presença da mineira na disputa recoloca em debate a baixa representação feminina na política brasileira e a dificuldade histórica de mulheres alcançarem espaço nas eleições majoritárias.

Aos 38 anos, Samara Martins nasceu em Belo Horizonte (MG), é cirurgiã-dentista e atua no Sistema Único de Saúde (SUS), na Estratégia Saúde da Família. Além da profissão, exerce o cargo de vice-presidente nacional da Unidade Popular e construiu sua trajetória política a partir do movimento estudantil e de organizações populares.

Sua militância começou ainda na juventude, na Associação Metropolitana dos Estudantes Secundaristas da Grande Belo Horizonte (AMES-BH). Posteriormente, integrou a direção da União Nacional dos Estudantes (UNE), onde foi diretora de Mulheres. Também participa do Movimento de Mulheres Olga Benário e da Frente Negra Revolucionária, organizações ligadas à defesa dos direitos das mulheres e ao combate ao racismo.

Esta não é a primeira participação de Samara em uma eleição presidencial. Em 2022, ela foi candidata a vice-presidente na chapa encabeçada por Léo Péricles, também da Unidade Popular. A candidatura ficou marcada por ser a única formada exclusivamente por pessoas negras naquele pleito, obtendo pouco mais de 53 mil votos em todo o país.

Agora, encabeçando a chapa presidencial da legenda, Samara defende um programa que o partido define como socialista e anti-imperialista. Entre os temas centrais de suas propostas estão o combate à desigualdade social, a valorização do trabalho, o enfrentamento da violência contra as mulheres, o combate ao racismo e a defesa do meio ambiente. Ela também defende a redução da jornada de trabalho, mudanças no sistema financeiro e ampliação das políticas públicas voltadas à população de baixa renda.

Nas redes sociais, Samara se apresenta como trabalhadora, mãe de dois filhos e servidora pública da saúde. Em entrevistas, afirma que sua candidatura busca representar mulheres, trabalhadores e setores populares que, segundo ela, permanecem sub-representados nos espaços de poder. Também tem criticado o que considera pouca visibilidade dada às candidaturas de partidos menores durante a cobertura eleitoral.

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Foto: Reprodução/Unidade Popular

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